Que Deus nosso senhor, na sua infinita bondade e sapiência, nos mantenha a salvo da sanha purificadora dos moralistas de um raio. Por vezes, e com a melhor das intenções por parte deles, somos acossados por essa cáfila de indigentes morais, convencidos que estão da sua da sua espécie de superioridade ariana. Outras vezes, interesses inconfessáveis aproveitam-se deles. Mas os resultados são igualmente trágicos. Relembre-se a inquisição, inicialmente “purificadora” moral, rapidamente convertida em açambarcadora dos bens dos indiciados. Veja-se agora os verdes girinos de Hitler, batráquios imberbes de uma nova geração de ditadores ecológicos, que me querem controlar em tudo e mais alguma coisa, inclusivé determinando o tipo de papel que devo usar para limpar a anatomia envolvida na expulsão da fezes. Os piores de todos são os da nova SS (pronunciar KerKus).
Estou particularmente antagónico do papiloma verde, que quer combater os mamarrachos em Lisboa e jura que tem uma solução milagrosa para forçar o aparecimento de mais casas para alugar.
Daaahh, só acredita quem quer. Daahh, tem pai que é cego!
Então não é que o papiloma verde, em nome de um moralismo de um raio, usou a sua verborreia endémica para entupir uma obra, enviando milhares de eleitores para anos forçados de calvário diário, e tudo isto às custas do erário camarário? E agora quer ser presidente da CML? Que será o que ele considera um mamarracho? Que género de soluções preconizará?A história ensina-nos que é melhor ser prudente, e a não eleger determinado tipo de portadores de soluções milagrosas.
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Dito isto, olhe-se renovadamente para o leque de candidatos. As perspectivas são sombrias…. Epul ou Epal? Administração interna ou correia de transmissão do Partido? Uma incógnita ou uma continuidade?
Quem me dera não ter de escolher, não por renúncia ao direito de escolha, mas por desajuste manifesto do leque de candidatos.
quinta-feira, junho 28, 2007
sábado, junho 23, 2007
Gamanço
Descobri hoje o seguinte: Em 1643, para fortalecer as finanças do reino restaurado o Pde. António Vieira, jesuíta, pretendia atrair de volta a Portugal aqueles que o tinham abandonado por causa da Inquisição. Para concretizar esse desiderato bastaria introduzir uma pequeníssima alteração no código do processo inquisitorial, no sentido de proibir o confisco dos bens dos acusados antes de ser provada - e sentenciada - a sua culpa.
Claro que a Inquisição e todo o clero não jesuíta se opôs. Vieira não teve sucesso em 1643. Foi preciso esperar pelas guerras liberais do sec. XIX para o clero ser despojado do que tinha gamado, ainda que por meio de outro gamanço.
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“Ladrão que rouba a ladrão, tem cem anos de perdão” lá diz o pouvão.
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Agora os meios são outros, como aumento das taxas de juro e o cerco fiscal. Mas as intenções são claras.
Alguém sabe como é que o código do IRS/IRC se aplica aos rendimentos das paróquias?
Os avós não podem doar livre e confidencialmente aos netos sem incorrer em crime fiscal, mas podem doá-lo às paróquias. Além disso, os acusados pelo fisco é que têm de provar a sua inocência, ou seja, a presunção de inocência: PUFF!
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Plus ça change, plus ça c’est la meme m… chose.
Claro que a Inquisição e todo o clero não jesuíta se opôs. Vieira não teve sucesso em 1643. Foi preciso esperar pelas guerras liberais do sec. XIX para o clero ser despojado do que tinha gamado, ainda que por meio de outro gamanço.
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“Ladrão que rouba a ladrão, tem cem anos de perdão” lá diz o pouvão.
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Agora os meios são outros, como aumento das taxas de juro e o cerco fiscal. Mas as intenções são claras.
Alguém sabe como é que o código do IRS/IRC se aplica aos rendimentos das paróquias?
Os avós não podem doar livre e confidencialmente aos netos sem incorrer em crime fiscal, mas podem doá-lo às paróquias. Além disso, os acusados pelo fisco é que têm de provar a sua inocência, ou seja, a presunção de inocência: PUFF!
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Plus ça change, plus ça c’est la meme m… chose.
segunda-feira, junho 18, 2007
O Portuguesinho
O Portuguesinho Irritante, PI, parente burocrático do sobejamente conhecido FP, é aquele que tem um naperon em cima da TV, para não avariar, um plástico por cima da alcatifa, para não estragar, e das duas portas largas e envidraçadas que existem à entrada do serviço, uma está sempre trancada, para não gastar. Nenhum letreiro, cartaz, aviso, papelinho, sinalefa que seja, avisa o incauto utente, que esbarra desprevenidamente contra o vidro.
Hoje vi, com estes que a terra há de comer, uma vítima desses cretinosinhos deprimentes a enfaixar-se de frente, a esmagar sonoramente o nariz e a afastar-se entonteado e a sangrar!
“Não há verba para um cartaz” ouviu-se uma vozita burocrática desculpar, à laia de um lamento.
Destranquem a outra porta, DAAAAH! E já agora, arejem o bafio encefálico incrustado de permeio entre os vossos pavilhões auditivos asininos.
Hoje vi, com estes que a terra há de comer, uma vítima desses cretinosinhos deprimentes a enfaixar-se de frente, a esmagar sonoramente o nariz e a afastar-se entonteado e a sangrar!
“Não há verba para um cartaz” ouviu-se uma vozita burocrática desculpar, à laia de um lamento.
Destranquem a outra porta, DAAAAH! E já agora, arejem o bafio encefálico incrustado de permeio entre os vossos pavilhões auditivos asininos.
terça-feira, junho 12, 2007
An eye for an eye makes the world blind
Como é que se luta contra a medieva fúria assassina daqueles que acreditam que se morrerem matando-nos no acto, vão para o céu e nós não, porque somos infiéis? É uma nova escalada na infidável prova de que o único conceito racional que nos pode dar uma pálida imagem da dimensão da estupidez humana é a noção matemática do infinito. Em lugar da inteligência relacional, do: “eu ganho mas tu ganhas também”, em lugar do egoísmo: “eu ganho e quero lá saber do que te acontece”, em lugar do altruísmo ideal: “eu perco, mas fico contente porque tu ganhas”, temos a estupidez egoísta: “Eu morro, e tu morres também. Mas eu ganho, porque vou para o céu, e tu não.”
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Relembre-se a etimologia e a história da palavra “assassino”.
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Relembre-se a etimologia e a história da palavra “assassino”.
Conversa de rua
Passei por duas quarentonas de avental e saco das compras. A conversa já ia longa e não dava sinais de um fim próximo. A única frase que entendi foi: “O que o governo quer é que eles venham todos para cá, e a gente vai para a Sibéria, passar fome.”
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