sexta-feira, novembro 16, 2007

As gerações futuras somos nós!

As gerações futuras vão ter de viver com diversos problemas ambientais.
Não nos iludamos.
As gerações futuras somos nós!
É já agora que os problemas ambientais têm de ser encarados.
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Se nós não somos as gerações futuras, se lixamos o planeta, lixamos o futuro e não há gerações futuras.
Simples.

quarta-feira, novembro 14, 2007

Os travões, os chavões e o aquecimento global

Existe agora a moda de falar sobre o uso dos biocombustíveis para atenuar a presença na atmosfera de gases causadores de efeito estufa. Essas falas são chavões.

Eu gostava que a moda fosse falar de travões.
Pois é quando o meu carro trava que a energia cinética se dissipa de forma irremediável, e me obriga a gastar combustível de forma inescapável, para o colocar de novo em movimento.

Se os travões fossem tecnológicamente evoluídos, capturavam a energia cinética, em vez de a dissipar. Esta poderia ser reutilizada para reacelerar o carro. Isso, só e apenas isso, iria baixar o consumo dos carros para menos de metade, e aumentar a eficiência energética, expressa em kilómetros por litro, para mais do dobro. Seria a inovação tecnológica mais importante, em termos de economia energética. Mesmo num carro cem por cento electrico, a energia tem de vir de algum lado.
A eficiência energética é o factor mais importante na eco-economia (eco2nomia) energética, ou mais simplesmente ecoenergética.
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A ciência ecoenergética do futuro vai preocupar-se muito com os travões. Tanto, que desde já se deve procurar lançar um grande projecto europeu de investigação sobre o desenvolvimento desta solução.
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As gerações futuras agradecem!

domingo, outubro 28, 2007

Borges

Admirável Borges.
Admirado Borges!
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“Três dimensões tem a vida, segundo Korzybski”… Creio que é permissível aqui uma observação fundamental; a do suspeito de uma teoria que assenta, não num pensamento, mas numa mera comodidade classificável, como o são as três dimensões convencionais. Escrevo CONVENCIONAIS porque - separadamente - nenhuma das dimensões existe: dão-se sempre volumes, nunca superfícies, linhas nem pontos… Perante a incalculável e enigmática realidade, não creio que a simples simetria… baste para a esclarecer e seja outra coisa para além de uma vazia lisonja aritmética.
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O espaço é um acidente no tempo e não uma forma universal de intuição, como impôs Kant. Há regiões inteiras do Ser que não o requerem: as do olfacto e da audição.
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Há um conceito que é o corruptor e o desatinador dos outros. Nâo falo do Mal, cujo limitado império é a ética; falo do infinito.
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… do marquês de Laplace (que declarou a possibilidade de cifrar numa única fórmula todos os factos que serão, que são e que foram) e do inversamente paradoxal doutor Rojas (cuja história da literatura argentina é mais extensa que a literatura argentina)…
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Compilei uma vez uma antologia da literatura fantástica. Admito que essa obra é das pouquíssimas que um segundo Noé deveria salvar de um segundo dilúvio, mas delato a culposa omissão dos insuspeitos e maiores mestres do género: Parménides, Platão, João Escoto Erígeno, Alberto Magno, Espinosa, Leibniz, Kant, Francis Bradley. Com efeito, o que são os prodígios de Welles ou de Edgar Allan Poe - uma flor que nos chega do futuro, um morto submetido a hipnose - comparados com a invenção de Deus, com a teoria laboriosa de um ser que de certo modo é três e que solitariamente perdura fora do tempo? … Tenho venerado a gradual invenção de Deus; e também o Inferno e o Céu (uma remuneração imortal, um castigo imortal), admiráveis e curiosos desígnios da imaginação dos homens.
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Hollywood, pela terceira vez, difamou Robert Louis Stevenson. Esta difamação intitula-se “O Médico e o Monstro”, perpetrou-a Victor Fleming, que repete com aziaga fidelidade os erros estéticos e morais da versão (da perversão) de Mamoulian.
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terça-feira, outubro 16, 2007

Esqueletos

Acredito que o relato é verdadeiro, ainda que muitos dos pormenores sejam apócrifos. Ocorreu já lá vão séculos, mas poderia ter sido ontem, dado que os intervenientes são actuais. As profissões mudam, mas as necessidades nem por isso. Foi assim que ela me chegou, fria e inquietante.

Naquele tarde polaca, com o céu tão carregado, no cemitério acontecia um movimento contrário ao costumeiro. O coveiro discutia com o médico.
“Mas, sr. Dr. Eu digo-lhe que nunca tal vi. O osso é sempre inteiro, nunca o vi partido.”
“É você que não sabe ver. Desde Hipocrates que se sabe que os homens têm o esterno segmentado em 7 partes. Vê-se logo que nunca leu Hipocrates.”
“Mas Sr. Dr., eu garanto-lhe que não toquei na sepultura da sua esposa, que Deus tem. Se o osso está inteiro, é porque era assim. Ninguém lhe mexeu, ninguém a desrespeitou, muito menos eu.”
“Homem, não me diga que a minha esposa tinha o peito mal gerado. Você está é a querer enganar-me! Profanou a sepultura sei lá para quê. Se calhar é a sua mulher que faz bruxarias com os restos dos cadáveres. Tirou de lá o corpo de minha mulher, e pôs lá esse corpo aleijado. Isto não vai ficar assim, garanto-lhe.”
“Não tenho culpa nenhuma. Toda a gente tem o osso inteiro, até a sua esposa. Nunca mudei nenhuma sepultura em que esse osso estivesse ao bocados. Sr. Dr. tenha dó de mim, que só estou aqui a fazer o meu honesto trabalho.”
“Dó de si, profanador de sepulturas? Você violou a memória da minha mulher. E sei perfeitamente que me está a querer enganar com essa história de que toda a gente é assim. Hipocrates guia-me, e eu vou guiar a justiça até si!”

- - -Gastam os olhos a lerem nos livros, e ficam cegos para a realidade que os rodeia.
Ontem tal como hoje.

domingo, setembro 02, 2007

Filmes

Uma vez vi uma banda desenhada, que bem podia ser um filme, em que os dois personagens passeavam enquanto o fluir do tempo tinha parado. Os carros imóveis, as pessoas estáticas em posições de desequilíbrio, umas laranjas a cair suspensas no ar, as nuvems de um escape, rígidas em lugar de volúveis. Aos personagens era-lhes impossível mexer qq objecto, pois estando estes num tempo congelado, todo e qq movimento lhes era vedado. Interroguei-me na altura, como era possível aos personagens passear, pois isso implicava fazer mudar de lugar inúmeras moléculas de ar. Mais tarde, interroguei-me como podiam elas ver qq coisa, pois os fotões também estariam parados.
Considero agora que sem fenómenos não pode existir tempo. O tempo não flui externamente, enquanto as coisas vão contecendo. Pelo contrário, é pelo acontecer dos fenómenos que nasce o tempo. A representação usual do tempo, pela variável independente t, obfusca este facto.
Se se imaginar que todos os fenómenos pararam, em todo o universo, durante mil anos, e depois recomeçaram exactamente como deviam, como vai ser possível detectá-lo? E como medir esses mil anos? Porque não mil dias? Ou um microsegundo?
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E quanto ao espaço? Um vazio vazio, mesmo mesmo vazio, será possível? Será possível um espaço vazio de toda e qualquer radiação?
Imagine-se que num laboratório muito avançado se pretende construir uma cavidade vazia de toda e qualquer radiação, de toda e qualquer coisa, uma cavidade que seja um vácuo absoluto. Como impedir que as paredes a inundem de radiação térmica, uma vez que não estão ao zero aboluto? Um espaço vazio vazio, mesmo vazio, parece-me tão impossível como um tempo imóvel.
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Aplique-se o mesmo raciocínio. Se não é possível conceber um tempo imóvel, sem eventos, também não deverá ser possível conceber um espaço vazio, sem fotões.
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Caro leitor: Foi enganado pelo título. Este artigo deveria chamar-se “Fotões e eventos”. Mas o meu gestor de marketing achou que o título era inadequado, não prestava, e que se devia chamar antes “Filmes e gajas”. Aí opus-me. O consenso final é o que ficou.
Afinal de contas, que mal é que faz? Hoje em dia é de mau tom chamar as coisas pelos nomes, e preferem-se eufemismos delicados.
P. ex: Rebeldes no Iraque - Insurgentes. Desculpem!?? Nem sequer insurrectos, vá lá. Agora “Insurgentes”. Nem sequer é português. Ou melhor, só passou a ser português desde que o Iraque foi invadido, porque antes dizia-se “Inssurectos”. Insurgentes é uma palavra castelhana. Basta googlá-la.
Sempre destestei estudar por livros em Espanhol, como aquela tradução do Apostol da editorial Revertê. É que a mesma palavra tem significados díspares em português e em castelhano. Por ex: “Mi marido se queixa que la pila está rota”, quer dizer “O meu marido queixa-se que a pilha está gasta”. Claro que pensaram outra coisa, não foi?
Convicto em castelhano quer dizer presidiário.
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Mais exemplos de termos eufemistas e respectiva tradução comum:
Poluído -> Sujo
Doença prolongada -> Cancro
Associação defensora dos direitos das lagartixas listradas - > Chatos do caraças
Minuto verde -> Minuto masoquista
Marine-> Fuzileiro
(ia a conduzir ) com excesso de alcool no sangue - > (ia a conduzir ) Bêbado
Desviou verbas -> roubou
inverdade -> mentira
Ordenou a abertura de um inquérito -> Não sabe nada do que se passa
Ordenou a abertura de um rigoroso inquérito -> Não sabe nada do que se passa, nem nunca vai querer saber
Segredo de justiça -> Só sabe quem eles quiserem
Nos filmes o final é sempre feliz-> Ganda barrete
O pai natal deixou uma prenda no sapatinho-> La’ foi o VISA amassado mais uma vez
As radiações são inofensivas-> Tá calado e não chateies
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Convidamos agora o nossos estimados leitores a prolongar este singelo diccionário-> Já tou farto disto
Um bem haja
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Se um espaço estiver com mais fotões do que outro, haverá lá mais espaço? Se num dos braços do interferómetro, a luz for obrigada a passar por uma região do espaço mais quente, mais fria, com temperatura variável, será que a figura de interferência vai acusar?
Se fosse num filme, era fácil responder.

terça-feira, julho 31, 2007

Vaticano

Não me perguntem como nem porquê, ontem tive de ir ao Vaticano, aquele estado soberano com 44 hectares incrustado no centro de Roma. Dos afazeres fez parte assistir a uma missa, celebrada pelo próprio Papa. Eu e as missas não nos damos bem, mas as razões de família são mais fortes que as razões ideológicas, e lá dei por mim na pequena assistência. Quando chegou a vez das leituras, um daqueles tipos todo vestido de branco e escarlate cumpria a produção oral, enquanto o impassível Papa estava sentado, com duas crianças, de 4 ou de 5, ao colo, uma em cada perna. Um marfanhão já nos nos seus 9 ou 10 também quis ir para o santo colo, e ala, que lá é se vai estar bem. Mas o colo ocupado estava, e trepar fácil não era. Agarra com uma mão em cada petiz e puxa, para se içar. Para evitar cairem, os petizes abraçam-se com determinação à augusta figura que os amparava, que não reagiu do torpor em que se adivinhava. Toda aquela pirâmide de corpos oscilava e ameaçava desabar. Nenhum dos envolvidos na cuidada coreografia litúrgica se desviava da rota pré determinada.

De onde estava foi-me fácil dar duas passadas, e jogar uma mão. Derrocada evitada, marfanhão neutralizado, regresso num ápice ao lugar que me competia. No final da cerimónia, um eventual lacaio fez-me saber que uma distinta personagem desejava falar comigo. Os meus pais acharam por bem que fosse imediatamente, e ficaram numa das labirínticas antecâmaras.

Conforme entrava no austero gabinete e observava as graves faces, qualquer coisa não batia certo. O recente episódio era com certeza a causa próxima, mas aqui havia história dentro da história. A conversa irritou-me. De repente, fui acusado de ser “um perigoso católico tradicionalista”. Desculpem? Que se passa aqui? É assim que no Vaticano o poder actua? Este Papa tem de ir, porque já não serve? O delírio dos personagens presentes abatía-se sobre mim, em consecutivas bátegas orais, que me encharcavam o raciocínio e afogavam a razão.

“Não estou para aturar isto”, decidi! Levantei-me e afastei-me a passos largos. Passei pelos meus pais e disse-lhes que ia de imediato para o hotel, que eles acabassem de tratar dos assuntos, que depois ao jantar já devia estar melhor. Saí do Vaticano por uma porta secundária, de serviço, como um anónimo.

Ainda não voltei a vê-los. Os telemóveis não dão sinal. Isto não está a acontecer.

domingo, julho 08, 2007

A Eternidade

Na sequência do LiveEarth:

De todas as coisas que fazemos enquanto espécie actualmente dominante neste planeta, aquelas que são inexoravelmente eternas são as extinções. A extinção é para sempre. É eterna.

A extinção cutural é tão extinção como as outras. Na agricultura, as monoculturas têm arrasado ecosistemas. Na cultura humana, a monocultura do Inglês é igualmente perniciosa.
Que os Anglo Saxónicos publiquem em Inglês.
Que os Chineses publiquem em Chinês (mandarim, cantonês, …).
Que os Alemães… .
Que os Franceses … .

Tristes nós, que procuramos brilhar numa língua alheia e desprezamos o nosso tesouro.

quinta-feira, junho 28, 2007

Moralistas de um raio …

Que Deus nosso senhor, na sua infinita bondade e sapiência, nos mantenha a salvo da sanha purificadora dos moralistas de um raio. Por vezes, e com a melhor das intenções por parte deles, somos acossados por essa cáfila de indigentes morais, convencidos que estão da sua da sua espécie de superioridade ariana. Outras vezes, interesses inconfessáveis aproveitam-se deles. Mas os resultados são igualmente trágicos. Relembre-se a inquisição, inicialmente “purificadora” moral, rapidamente convertida em açambarcadora dos bens dos indiciados. Veja-se agora os verdes girinos de Hitler, batráquios imberbes de uma nova geração de ditadores ecológicos, que me querem controlar em tudo e mais alguma coisa, inclusivé determinando o tipo de papel que devo usar para limpar a anatomia envolvida na expulsão da fezes. Os piores de todos são os da nova SS (pronunciar KerKus).
Estou particularmente antagónico do papiloma verde, que quer combater os mamarrachos em Lisboa e jura que tem uma solução milagrosa para forçar o aparecimento de mais casas para alugar.
Daaahh, só acredita quem quer. Daahh, tem pai que é cego!
Então não é que o papiloma verde, em nome de um moralismo de um raio, usou a sua verborreia endémica para entupir uma obra, enviando milhares de eleitores para anos forçados de calvário diário, e tudo isto às custas do erário camarário? E agora quer ser presidente da CML? Que será o que ele considera um mamarracho? Que género de soluções preconizará?A história ensina-nos que é melhor ser prudente, e a não eleger determinado tipo de portadores de soluções milagrosas.
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Dito isto, olhe-se renovadamente para o leque de candidatos. As perspectivas são sombrias…. Epul ou Epal? Administração interna ou correia de transmissão do Partido? Uma incógnita ou uma continuidade?
Quem me dera não ter de escolher, não por renúncia ao direito de escolha, mas por desajuste manifesto do leque de candidatos.

sábado, junho 23, 2007

Gamanço

Descobri hoje o seguinte: Em 1643, para fortalecer as finanças do reino restaurado o Pde. António Vieira, jesuíta, pretendia atrair de volta a Portugal aqueles que o tinham abandonado por causa da Inquisição. Para concretizar esse desiderato bastaria introduzir uma pequeníssima alteração no código do processo inquisitorial, no sentido de proibir o confisco dos bens dos acusados antes de ser provada - e sentenciada - a sua culpa.
Claro que a Inquisição e todo o clero não jesuíta se opôs. Vieira não teve sucesso em 1643. Foi preciso esperar pelas guerras liberais do sec. XIX para o clero ser despojado do que tinha gamado, ainda que por meio de outro gamanço.
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“Ladrão que rouba a ladrão, tem cem anos de perdão” lá diz o pouvão.
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Agora os meios são outros, como aumento das taxas de juro e o cerco fiscal. Mas as intenções são claras.
Alguém sabe como é que o código do IRS/IRC se aplica aos rendimentos das paróquias?
Os avós não podem doar livre e confidencialmente aos netos sem incorrer em crime fiscal, mas podem doá-lo às paróquias. Além disso, os acusados pelo fisco é que têm de provar a sua inocência, ou seja, a presunção de inocência: PUFF!
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Plus ça change, plus ça c’est la meme m… chose.

segunda-feira, junho 18, 2007

O Portuguesinho

O Portuguesinho Irritante, PI, parente burocrático do sobejamente conhecido FP, é aquele que tem um naperon em cima da TV, para não avariar, um plástico por cima da alcatifa, para não estragar, e das duas portas largas e envidraçadas que existem à entrada do serviço, uma está sempre trancada, para não gastar. Nenhum letreiro, cartaz, aviso, papelinho, sinalefa que seja, avisa o incauto utente, que esbarra desprevenidamente contra o vidro.
Hoje vi, com estes que a terra há de comer, uma vítima desses cretinosinhos deprimentes a enfaixar-se de frente, a esmagar sonoramente o nariz e a afastar-se entonteado e a sangrar!
“Não há verba para um cartaz” ouviu-se uma vozita burocrática desculpar, à laia de um lamento.
Destranquem a outra porta, DAAAAH! E já agora, arejem o bafio encefálico incrustado de permeio entre os vossos pavilhões auditivos asininos.

terça-feira, junho 12, 2007

An eye for an eye makes the world blind

Como é que se luta contra a medieva fúria assassina daqueles que acreditam que se morrerem matando-nos no acto, vão para o céu e nós não, porque somos infiéis? É uma nova escalada na infidável prova de que o único conceito racional que nos pode dar uma pálida imagem da dimensão da estupidez humana é a noção matemática do infinito. Em lugar da inteligência relacional, do: “eu ganho mas tu ganhas também”, em lugar do egoísmo: “eu ganho e quero lá saber do que te acontece”, em lugar do altruísmo ideal: “eu perco, mas fico contente porque tu ganhas”, temos a estupidez egoísta: “Eu morro, e tu morres também. Mas eu ganho, porque vou para o céu, e tu não.”
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Relembre-se a etimologia e a história da palavra “assassino”.

Conversa de rua

Passei por duas quarentonas de avental e saco das compras. A conversa já ia longa e não dava sinais de um fim próximo. A única frase que entendi foi: “O que o governo quer é que eles venham todos para cá, e a gente vai para a Sibéria, passar fome.”

terça-feira, maio 22, 2007

Ar

Ar
“Você aqui até paga o ar que respira, minha senhora!”
Ela já o sabia. Já o sabia há muito tempo. Ainda antes de emigrar, já o sabia. A melancolia inundava-a. Tinha saudades de casa, dos amigos, dos conhecidos. E das paisagens, dos cheiros e dos ruídos familiares, com que tinha crescido. Mas agora…
Que raio de decisão malfadada a tinha levado até à colónia mineira lunar, onde quem não busca o Hélio 3, vive daqueles que o procuram.

segunda-feira, maio 14, 2007

The empty set and the ordered pair

[From Wiki:
An ordered pair is a collection of two not necessarily distinct objects, one of which is distinguished as the first coordinate (or first entry or left projection) and the other as the second coordinate (second entry, right projection). The common notation for an ordered pair with first coordinate a and second coordinate b is (a, b).
Let (a1, b1) and (a2, b2) be two ordered pairs. Then the characteristic or defining property of ordered pairs is:(a1, b1) = (a2, b2) <=> (a1 = a2 & b1 = b2).
- - -
The ordered pair (a,b) is usually defined as the Kuratowski pair:(a,b)K:= {{a}, {a,b}}
The above definition of an ordered pair is "adequate", in the sense that it satisfies the characteristic property that an ordered pair must have (namely: if (a,b)=(x,y), then a=x and b=y), but also arbitrary, as there are many other definitions which are no more complicated and would also be adequate, as:
(a,b)short:= { a, {a,b} }
End Wiki]
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As usual in set theory:
Let {} represent the empty set.
An unordered pair is any set with two elements, {a,b}= {b,a}.
Commas are just a graphical aid: {a, b}= {a b}; { , b}= {b}.
Repeated elements should be treated as only one, {a,a,a,b}= { a a a b}= {a,b}={a b},and {, , ,}={ }={}.
For the purpose of the above ordered pair definitions, the empty set can be a valid object, because none excludes it.

Also, define:
(a,b)tiny: {a, {b}}


Let us consider how to evaluate ordered pairs, when one of the sets involved is the empty set. To do so, we will need to look at four cases, C0 to C3:
C0: {a}= {}, {b}= {}
C1: {a}= {}, {b}= {x}
C2: {a}= {x}, {b}= {}
C3: {a}= {x}, {b}= {x}.

Using (a,b)K, we get:
C0: {{},{,}}= {{},{}}= {{}}
C1: {{},{,x}}= {{},{x}}
C2: {{x},{x,}}={{x},{x}}= {{x}}
C3: {{x},{x}}= {{x}}
Note: C2 and C3 are equal, and shouldn’t be, by the characteristic property.

Using (a,b)short, we get:
C0: {,{,}}= {,{}}= {{}}
C1: {,{,x}}= {{,x}}= {{x}}
C2: {x,{x,}}={x,{x}}= {x,{x}}
C3: {x,{x,x}}= {x,{x}}
Note: Again, C2 and C3 are equal, and shouldn’t be, by the characteristic property.

Using (a,b)tiny, we get:
C0: {,{}}= { {}}= {{}}
C1: {,{x}}= { {x}}= {{x}}
C2: {x,{ }}= {x,{ }}
C3: {x,{x}}= {x,{x}}
Now we have four different results, as it should be by the characteristic property.

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This tiny definition looks simpler, more elegant and discriminates between the C2 and C3 cases. Why isn’t the standard definition?
One flaw is:
({a},b)tiny= {{a},{b}}.
({b},a)tiny= {{b},{a}}= {{a},{b}}
So all definitions are flawed.

They all are unequal. They all have different flaws.
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Is there any error in the above deduction? It looks lean and clean.
For me, the most difficult part was to realize that {, , ,}= {, , }= {,}= {}.
Maybe this is wrong, but {,}~={} looks even worst to me.
But there must be an error, somewhere.
Otherwise, the Kuratowsky definition would not be the one with widespread usage.
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Any comments will be welcome.

quarta-feira, abril 11, 2007

Hoje vi o futuro.

Hoje vi o futuro
Hoje vi u futuro. Extive ah conveersa cum dois phisicos alemaes e eles komtaramme o zeguinte: Cold Plasma is the way 2 go. Usam-se agulhas de ouro em grande quantidade de forma a formarem um plano. Ouro por ke? Porque a ponta da agulha é fina, fina, fina até soh ter um ahtomo. Com Au eh + facil, + barato e menos suceptível a corrosoes. Os planos são dispostos em sandwixe. O campo electrico nas pontinhas douradas é mesmo muito, muito intenso, por razoes geométricas. Se as frequencias forem baixas, os iões são expelidos pela ponta. Uma onda electromagnetica estacionaria faz o iões girar para cima e para baixo, alternadamente no espaço e no tempo, por accao da componente campo magnetico da onda. Transfere-se momento entre o sistema e o campo, e tem-se propulsão iónica em circuito fechado, utilizável no espaço interestlar. Tipo vento elctrico, como no Rama de Arthur C. Clarke.
Mas o que tambem é interessante é o que acontecsse quando a frequencia electromagnetica aumenta até aos patamares infravermelhos. Os ioes atingem velocidades loucas, e ficam no estado plasmático, às temperaturas correntes. A fusão nuclear espreita.Enfim, hoje o que é possível fazer com estas agulhas de ouro? Pois bem: Microscópios!!
Alguns links:
http://www.publish.csiro.au/paper/CH03122.htm
http://scholar.google.com/scholar?q=author:%22Binning%22+intitle:%22Atomic+force+microscope%22+&hl=en&rls=com.microsoft:en-us&um=1&oi=scholarr
http://www.ambiostech.com/atomic_force_microscopes_google.htm

terça-feira, abril 10, 2007

O reino Vegetal e os Impostos

O reino Vegetal e os Impostos
As plantas pagam impostos aos herbívoros.
Ficam suculentas e apetitosas e eles comem-nas e as indigeríveis sementes são assim disseminadas. Tal é o serviço que as plantas pagam através dos seus impostos.

As pessoas pagam impostos ao estado. Trabalham e ganham, e o estado come-lhes os ganhos, e diz que faz obra pública. Tal é o serviço que obtemos através dos nossos impostos.
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Vêm os leões e comem os herbívoros, e vão-se embora.
Este é o ciclo da vida, alimentado pelo Sol.

Vêm as multinacionais e têm benefícios fiscais, e quando estes acabam, deslocalizam-se.
Este é o ciclo económico no modelo actual, alimentado pelo Oil.
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E se o Sol se apagar?
E se o Oil acabar?

terça-feira, abril 03, 2007

Nem tudo está perdido

Nem tudo está perdido: High court rebukes Bush on car pollution .

E o líder supremo dos Oil Gluters la’ vai definhando, envolvido pela mess que produz.
Nota: mess é uma palava inglesa, para designar barafunda, porcaria, desatino, desarrumação ignóbil e irremediável.

quarta-feira, março 28, 2007

Salazar é o maior

Salazar é o Maior!
March 28th, 2007
Salazar ainda mexe?
Salazar foi votado como o maior português de sempre. Mas desenganem-se aqueles que pensam que ele ainda está vivo e recomenda-se. Salazar foi votado por despeito, nitidamente contra o estado actual das coisas. Agora pode-se votar, e por isso Salazar foi votado, o que é uma derrota para Salazar, que nunca quis votos, e para o estado actual das coisas, que não leva a lado nenhum de bom. Dois coelhos numa cajadada.
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Os verdadeiros salazaristas não votaram, porque era muito caro.
Salazarista que é salazarista não vota!

terça-feira, março 27, 2007

O EconoEspaço

O EconoEspaço
March 27th, 2007
Esta é uma teoria económica “naif”.O CiberEspaço é a união de todos os intervenientes nos processos comunicacionais. O Espaço físico é a união de todos intervenientes nos processos existenciais. O EconoEspaço é a união de todos os intervenientes nos processos económicos.No EconoEspaço, considere-se uma superfície de Gauss (fechada) envolvente do sistema estado. O Défice de 3% representa o rácio entre a massa monetária que entra e a que sai. É a causa da inflação da massa monetária. A massa monetária é o saldo entre a totalidade da moeda positiva em circulação (fiducial, empréstimos, cheques, VISA, …) e a totalidade da moeda negativa (dever). A inflação da massa monetária pode provocar inflação (aumento) dos preços, se a inflação (aumento da quantidade) de bens produzidos for insuficiente.Continuando… Fora do sistema estado, existem duas coisas: o sistema bancário e o resto. É pela taxa de juro que o sistema bancário sorve (divergencia negativa) dinheiro do resto.Que a contece se a taxa de juro for superior ao defice?O fluxo monetário pela superficie de Gauss que no EconoEspaço envolve o sistema bancário é convergente (divergencia negativa) e superior ao fluxo monetário que sai (divergencia negativa) pela superficie de Gauss que envolve, no EconoEspaço, o sistema estado. Tem assim que existir uma corrente de deslocamento monetário do resto para a banca, uma vez que do estado nao sai mais. Quer dizer que o resto (ou seja: todos nós) está cada vez com menos dinheiro.E’ assim a crise.Existindo capacidade produtiva suficiente, que há, é pois necessário que a taxa de juro anual do banco central europeu seja inferior ao défice anual para que a crise inverta de sinal, e deixe assim de existir. Basta pois que o BCE diminua a taxa directora para a crise se esfumar.
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Ah, se isto fosse mesmo assim tão simples…