sábado, abril 03, 2010
sábado, novembro 14, 2009
Drenagem dieléctrica
Drenagem dieléctrica
Nos condensadores carregados observa-se que depois de um breve curto circuito reaparece espontaneamente tensão aos seus terminais. Este efeito é notório.
No modelo habitual o dieléctrico é bem comportado, no sentido em que é isotrópico e que as suas propriedades são independentes do ponto de funcionamento do condensador, i.e., da tensão contínua presente aos seus terminais.
No entanto, não é garantido que o material constituinte do dieléctrico seja bem comportado. As órbitas electrónicas podem desenvolver vários níveis de deformação pré-ionização (a azul nas figuras), até que finalmente ionizam (a vermelho nas figuras). Quando a ionização é ininterrupta entre as armaduras, dá-se a disrupção do dieléctrico.
Este processo é gradual e dendrítico. Não acontece por planos, mas por dendrites de escoamento, tal como nas bacias hidrográficas dos cursos de água. Naturalmente que esta capacidade de dendritificação variará de dieléctrico para dialéctrico.
Num dieléctrico destes, que acontece quando se aumenta a tensão entre as armaduras? A deformação electrónica irá aumentar, e as dendrites serão mais desenvolvidas, quer em número, quer em profundidade. O volume de material dendritificado aumenta, armazenando energia.
Que acontece quando se curto circuitam os terminais?
As cargas no metal escoam, mas o escoar da energia acumulada nas dendrites leva o seu tempo de relaxação. Este escoamento provoca o reacumular de cargas nas armaduras, pois o condensador voltou a estar em circuito aberto. Reaparece assim uma tensão residual, que pode ser medida e que irá ter uma taxa de crescimento, tensão esta que irá travar a drenagem.
Um curto circuito irá descarregar esta drenagem, e permitir o seu reinício.
Junto às placas metálicas, o dieléctrico é “pantanoso”, “encharcado”. Há uma população de electrões com órbitas deformadas. Tendencialmente esta população é geometricamente conexa, e ocupa um volume cuja superfície é fractal.
Que implicações é que isto tem?
A capacidade, em virtude do aumento da área equivalente das placas, e da diminuição da sua distância equivalente, deve aumentar com o ponto de funcionamento estático, e tal deve poder medir-se numa perturbação sinusoidal.
As órbitas electrónicas devem ser afectadas por radiação com a frequência apropriada. Iluminando o dieléctrico com este vento fotónico, o escoamento do pântano deve ser facilitado.
Um condensador com as placas polidas deverá exibir este fenómeno de forma atenuada relativamente a um condensador em tudo equivalente, excepto pelo facto de as placas não estarem polidas.
Estas experiências deverão ser efectuadas, para indagar da justeza destas considerações.
Mais informações
http://emeraldinsight.com/Insight/viewPDF.jsp;jsessionid=AE92D07E79C8B00457CD10BDA536C525?contentType=Article&Filename=html/Output/Published/EmeraldFullTextArticle/Pdf/2180090108.pdf
http://iopscience.iop.org/0022-3727/35/1/302/pdf?ejredirect=.iopsciencetrial
http://scitation.aip.org/getpdf/servlet/GetPDFServlet?filetype=pdf&id=JAPIAU000033000003000916000001&idtype=cvips&prog=normal
Googlar «dielectric dendritic capacity "fractional derivative"»

Nos condensadores carregados observa-se que depois de um breve curto circuito reaparece espontaneamente tensão aos seus terminais. Este efeito é notório.
No modelo habitual o dieléctrico é bem comportado, no sentido em que é isotrópico e que as suas propriedades são independentes do ponto de funcionamento do condensador, i.e., da tensão contínua presente aos seus terminais.
No entanto, não é garantido que o material constituinte do dieléctrico seja bem comportado. As órbitas electrónicas podem desenvolver vários níveis de deformação pré-ionização (a azul nas figuras), até que finalmente ionizam (a vermelho nas figuras). Quando a ionização é ininterrupta entre as armaduras, dá-se a disrupção do dieléctrico.
Este processo é gradual e dendrítico. Não acontece por planos, mas por dendrites de escoamento, tal como nas bacias hidrográficas dos cursos de água. Naturalmente que esta capacidade de dendritificação variará de dieléctrico para dialéctrico.
Num dieléctrico destes, que acontece quando se aumenta a tensão entre as armaduras? A deformação electrónica irá aumentar, e as dendrites serão mais desenvolvidas, quer em número, quer em profundidade. O volume de material dendritificado aumenta, armazenando energia.
Que acontece quando se curto circuitam os terminais?
As cargas no metal escoam, mas o escoar da energia acumulada nas dendrites leva o seu tempo de relaxação. Este escoamento provoca o reacumular de cargas nas armaduras, pois o condensador voltou a estar em circuito aberto. Reaparece assim uma tensão residual, que pode ser medida e que irá ter uma taxa de crescimento, tensão esta que irá travar a drenagem.
Um curto circuito irá descarregar esta drenagem, e permitir o seu reinício.
Junto às placas metálicas, o dieléctrico é “pantanoso”, “encharcado”. Há uma população de electrões com órbitas deformadas. Tendencialmente esta população é geometricamente conexa, e ocupa um volume cuja superfície é fractal.
Que implicações é que isto tem?
A capacidade, em virtude do aumento da área equivalente das placas, e da diminuição da sua distância equivalente, deve aumentar com o ponto de funcionamento estático, e tal deve poder medir-se numa perturbação sinusoidal.
As órbitas electrónicas devem ser afectadas por radiação com a frequência apropriada. Iluminando o dieléctrico com este vento fotónico, o escoamento do pântano deve ser facilitado.
Um condensador com as placas polidas deverá exibir este fenómeno de forma atenuada relativamente a um condensador em tudo equivalente, excepto pelo facto de as placas não estarem polidas.
Estas experiências deverão ser efectuadas, para indagar da justeza destas considerações.
Mais informações
http://emeraldinsight.com/Insight/viewPDF.jsp;jsessionid=AE92D07E79C8B00457CD10BDA536C525?contentType=Article&Filename=html/Output/Published/EmeraldFullTextArticle/Pdf/2180090108.pdf
http://iopscience.iop.org/0022-3727/35/1/302/pdf?ejredirect=.iopsciencetrial
http://scitation.aip.org/getpdf/servlet/GetPDFServlet?filetype=pdf&id=JAPIAU000033000003000916000001&idtype=cvips&prog=normal
Googlar «dielectric dendritic capacity "fractional derivative"»

quinta-feira, novembro 20, 2008
Numeric Systems...
Why a numeric system based on a polynomial?
Why not on primes, direct!
...17,13,11,7,5,3,2,1
Any integer prime decomposition is unique.
3== ...000100
15==...0001100
21== ...00010100
0== ...0000000000
1== ...0000000001 (convention: Last digit is always zero, except for the unit quantity. Alternative convention: Last digit is always one, except for the zero quantity. Convention in use is easy to spot, just by looking)
Some recursiviness is needed:
4== ...00000[...00010]0
and so on.
Why not on primes, direct!
...17,13,11,7,5,3,2,1
Any integer prime decomposition is unique.
3== ...000100
15==...0001100
21== ...00010100
0== ...0000000000
1== ...0000000001 (convention: Last digit is always zero, except for the unit quantity. Alternative convention: Last digit is always one, except for the zero quantity. Convention in use is easy to spot, just by looking)
Some recursiviness is needed:
4== ...00000[...00010]0
and so on.
domingo, outubro 19, 2008
Porque ainda tenho dúvidas...
Considerando a questão do axioma da regularidade em ZFC, ainda tenho algumas dúvidas, que podem ser expressas do seguinte modo:
Consideremos a seguinte convenção prévia: As sequências de chavetas equilibradas, em que primeiro elas todas abrem, para em seguida fecharem todas, como em { {{}} }, serão recodificadas de forma a que cada par de chavetas na sequência sejam representado por uma barras verticail, obtendo-se para representar o exemplo referido.
Consideremos agora conjuntos das ditas sequências.
Comecemos pelo conjunto { {} }. Tem um único elemento. Tem cardinal um. Pode ser recodificado para { }. A sequência de barras mais longa tem o cardinal do conjunto.
Consideremos agora o conjunto { {} {{}} }. Tem dois elementos. Tem cardinal dois. Pode ser recodificado para { }. A sequência de barras mais longa tem um número de elementos igual ao cardinal do conjunto.
Consideremos agora o conjunto { {} {{}} {{{}}} }. Tem 3 elementos. Tem cardinal 3. Pode ser recodificado para { }. A sequência de barras mais longa tem um número de elementos igual ao cardinal do conjunto.
Consideremos agora um conjunto finito { {} {{}} {{{}}} ...}. Tem n elementos. Tem cardinal n. Pode ser recodificado para { ...}. A sequência de barras mais longa tem um número de elementos igual ao cardinal do conjunto.
Consideremos agora o conjunto infinito { {} {{}} {{{}}} ...}. Tem AlephZero elementos. Tem cardinal AlephZero . Pode ser recodificado para { ...}. A sequência de barras mais longa tem um número de elementos igual ao cardinal do conjunto.
Será este último conjunto regular no sentido do axioma da regularidade de ZFC? Não pode ser, pois é possível encontrar um elemento, {{{...}}}, com um número AlephZero de chavetas.
Mas o conjunto anterior é uma representação do conjunto dos naturais.
Pelo que o conjunto dos naturais não é regular!!?
Portanto não é um conjunto no sentido de ZFC. Então para que é que serve a ZFC?
- - -
O que parece ser o ponto mais crítico do raciocínio anterior é a passagem de n para AlephZero. Mas a alternativa implica construir um conjunto infinito só com elementos finitos do tipo .... De acordo com o exposto, não estou a ver como é possível construir desta forma um conjunto que seja infinito, e em que todos os seus elementos sejam finitos.
Este "monstro" tem sido difícil de esconjurar.
Consideremos a seguinte convenção prévia: As sequências de chavetas equilibradas, em que primeiro elas todas abrem, para em seguida fecharem todas, como em { {{}} }, serão recodificadas de forma a que cada par de chavetas na sequência sejam representado por uma barras verticail, obtendo-se para representar o exemplo referido.
Consideremos agora conjuntos das ditas sequências.
Comecemos pelo conjunto { {} }. Tem um único elemento. Tem cardinal um. Pode ser recodificado para { }. A sequência de barras mais longa tem o cardinal do conjunto.
Consideremos agora o conjunto { {} {{}} }. Tem dois elementos. Tem cardinal dois. Pode ser recodificado para { }. A sequência de barras mais longa tem um número de elementos igual ao cardinal do conjunto.
Consideremos agora o conjunto { {} {{}} {{{}}} }. Tem 3 elementos. Tem cardinal 3. Pode ser recodificado para { }. A sequência de barras mais longa tem um número de elementos igual ao cardinal do conjunto.
Consideremos agora um conjunto finito { {} {{}} {{{}}} ...}. Tem n elementos. Tem cardinal n. Pode ser recodificado para { ...}. A sequência de barras mais longa tem um número de elementos igual ao cardinal do conjunto.
Consideremos agora o conjunto infinito { {} {{}} {{{}}} ...}. Tem AlephZero elementos. Tem cardinal AlephZero . Pode ser recodificado para { ...}. A sequência de barras mais longa tem um número de elementos igual ao cardinal do conjunto.
Será este último conjunto regular no sentido do axioma da regularidade de ZFC? Não pode ser, pois é possível encontrar um elemento, {{{...}}}, com um número AlephZero de chavetas.
Mas o conjunto anterior é uma representação do conjunto dos naturais.
Pelo que o conjunto dos naturais não é regular!!?
Portanto não é um conjunto no sentido de ZFC. Então para que é que serve a ZFC?
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O que parece ser o ponto mais crítico do raciocínio anterior é a passagem de n para AlephZero. Mas a alternativa implica construir um conjunto infinito só com elementos finitos do tipo .... De acordo com o exposto, não estou a ver como é possível construir desta forma um conjunto que seja infinito, e em que todos os seus elementos sejam finitos.
Este "monstro" tem sido difícil de esconjurar.
segunda-feira, outubro 13, 2008
O singletão e o Aleph
Cá estou eu outra vez.
A questão hoje é: Como lidar com A= {{{...}}}, um singletão de índole infinita?
O único elemento de A é B= {{...}}, mas é indistinguível de A pela definição de igualdade de conjuntos, pois o número de chavetas em ambos os casos é Aleph zero, pois se não fosse seria possível concluir que o cardinal dos números pares não é Aleph zero, bastando para isso efectuar uma bijecção entre o nível (ou profundidade) da chaveta em A e os inteiros, e outra entre o nível da chaveta em B e os pares.
Pelo que B= A e B pertence a A.
O que é estranho.
Ou então A não pode ser considerado um conjunto.
Mas não vislumbro o axioma de ZFC que o impede.
Se calhar é fácil, e até clássica.
Obrigado pela atenção, RR
A questão hoje é: Como lidar com A= {{{...}}}, um singletão de índole infinita?
O único elemento de A é B= {{...}}, mas é indistinguível de A pela definição de igualdade de conjuntos, pois o número de chavetas em ambos os casos é Aleph zero, pois se não fosse seria possível concluir que o cardinal dos números pares não é Aleph zero, bastando para isso efectuar uma bijecção entre o nível (ou profundidade) da chaveta em A e os inteiros, e outra entre o nível da chaveta em B e os pares.
Pelo que B= A e B pertence a A.
O que é estranho.
Ou então A não pode ser considerado um conjunto.
Mas não vislumbro o axioma de ZFC que o impede.
Se calhar é fácil, e até clássica.
Obrigado pela atenção, RR
quarta-feira, agosto 13, 2008
Summer delirium
Time arrow is an entropic phenomenum.
If we cool space enough, we can control time and disrupt local sincrocinity.
- - - Bye bye to Kantian absolute Space and Time ilusion. Exotic physics emerge.
Space is just photons.
- - - Photons dont travel in space, they are THE space.
If we cool space enough, we can control time and disrupt local sincrocinity.
- - - Bye bye to Kantian absolute Space and Time ilusion. Exotic physics emerge.
Space is just photons.
- - - Photons dont travel in space, they are THE space.
terça-feira, julho 29, 2008
Domínios
Na nomenclatura dos domínios a situação está mesmo enleada. A realidade é que foi o Codd que lhes chamou domínios quando lançou as bases do modelo relacional. Ainda hoje se chamam domínios. Alguns elementos da escola francesa vincam bem a diferença entre relação, em que nem todos os elementos do domínio têm imagem, e aplicação, em que todos têm imagem.
Vários autores, em várias épocas/áreas chamaram pela mesma palavra coisas distintas. Esse é uma dos impedimentos no caminho para a regularização léxica. Por exemplo, as relações, no modelo relacional de Codd, admitem produtos cartesianos COMUTATIVOS! Um outro exemplo, ainda mais estranho, pois a época é a mesma e todos se revêm no mesmo sistema de axiomas (ZFC): O produto cartesiano é associativo (Algebra - Grillet), não é associativo (Set theory - Jech), ou o autor não se pronuncia (Set Theory - Suppes). Braumann, 87 reconhece o problema, mas torneia-o declarando que para os fins em vista o produto cartesiano pode ser sempre considerado associativo.
Claro que a questão é importante. Na matemática uma coisa é uma coisa, não é outra coisa. Acho deplorável esta dispersão léxico-conceptual que dificulta o diálogo interáreas.
Vários autores, em várias épocas/áreas chamaram pela mesma palavra coisas distintas. Esse é uma dos impedimentos no caminho para a regularização léxica. Por exemplo, as relações, no modelo relacional de Codd, admitem produtos cartesianos COMUTATIVOS! Um outro exemplo, ainda mais estranho, pois a época é a mesma e todos se revêm no mesmo sistema de axiomas (ZFC): O produto cartesiano é associativo (Algebra - Grillet), não é associativo (Set theory - Jech), ou o autor não se pronuncia (Set Theory - Suppes). Braumann, 87 reconhece o problema, mas torneia-o declarando que para os fins em vista o produto cartesiano pode ser sempre considerado associativo.
Claro que a questão é importante. Na matemática uma coisa é uma coisa, não é outra coisa. Acho deplorável esta dispersão léxico-conceptual que dificulta o diálogo interáreas.
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